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“Coisas da Nossa Terra!”

No decorrer das próximas semanas perpetua-se a memória. Apresentamos momentos, eventos e histórias que marcaram o percurso de vida da BD2J. Grande parte destes podem encontrar no livro da associação Aspectos da Vida da Banda Democrática 2 de Janeiro por Rui Aleixo.

Amadeu de Moura Stoffel e Joaquim Serra, autores da revista “Coisas da Nossa Terra”

“Coisas da Nossa Terra”

Foi, em Novembro de 1927, que o Grupo de Teatro Amador da Banda Democrática viu correr a cortina do Cinema Teatro Joaquim de Almeida, nos dias 9, 10 e 13, para apresentar a revista “Coisas da Nossa Terra”, com versos de Joaquim Serra, música de Amadeu de Moura Stoffel e encenação de Justiniano Gouveia, que veio a constituir um enorme sucesso, «a ponto de fazer cair estrondosamente todas as companhias de artistas que têm vindo a Aldegalega e todos os outros espectáculos
de arte que aqui se têm realizado». No ano seguinte, no dia 7 de abril, o mesmo grupo voltou a apresentar “Coisas e Loisas da Nossa Terra – Cenas da Vila, do Campo e da Cidade”, que outra coisa não era que a 13ª representação da anterior revista, reformulada e aumentada. No palco movimentaram-se quarenta figuras
de ambos os sexos, que entusiasmaram o público com «quarenta soberbos números de música». O texto de “Coisas da Nossa Terra” deixa transparecer o talento, a sensibilidade, o filão lírico e a acutilância da sua análise social do autor.
Joaquim Serra aliou um fino traço poético à sátira mordaz, conseguindo, nalguns casos, estampar alguns tipos sociais, que são uma referência para um estudo de Aldeia Galega dos anos 20.

O lirismo brota no “Coro de Abertura” (Os lábios dizem/ Falas amigas/ Coisas infindas/ Que o peito encerra./ Não há decerto/ Moças mais lindas/ Que as raparigas/ Da nossa Terra.), a sátira vai salpicando toda a obra, deparando-se logo no fado “Coisas da Nossa Terra” (De Inverno/Quando há chuveiros/Temos rios e ribeiros/Para banhos./Breve temos três «estatas»/Às pescadas, às batatas/E «ós choriços»./Já existem os projectos/De mais de mil e tal coretos/Nos toutiços) e os aspectos laborais aparecem retratados no fado “Homem da Pipa” e em “A Malta
do Mundé”. Segundo Joaquim Serra, «o êxito da revista não foi devido ao esforço
de um, mas sim de muitos elementos que conseguiram transformar-se num núcleo homogéneo de tenacidade e boa vontade. A um desses elementos se deve o principal êxito: ao maestro Amadeu de Moura Stoffel, que tão bem soube compreender a minha obra, transplantando o sabor e a essência dos meus versos para as deliciosas músicas que compôs.»

In Aspectos da Vida da Banda Democrática 2 de Janeiro por Rui Aleixo 

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